sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


Ela vem com flores nas mãos.
Ela tem esmeraldas no olhar.
Ela sabe o que quer,
E como conseguir, e a todos sabe encantar.
Tem um sorriso incomum, e sabe que é capaz
De seduzir e enganar.

Na areia eu fiz um castelo de sonhos
Para o meu amor
Na areia eu vi meu castelo ruir
Depois de um vendaval
Estou tão só!

Ela entende o que eu nunca falei.
Ela sabe o que existe em mim.
E ela vem de um lugar que nunca conheci,
Mas juro que já estive lá
Ela é o meu amor, e eu nunca imaginei
Que poderia encontrar

Na areia eu fiz um castelo de sonhos
Para o meu amor.
Na areia eu vi meu castelo ruir
Depois de um vendaval
Estou tão só!



domingo, 28 de novembro de 2010

Eu não tenho mais o que contar. Linhas tortas não contam histórias. Elas apenas marcam o papel. Eu só sei que eu tenho um sentimento. Levo essa dor e saudade eternamente comigo. E prefiro manter-me presa em meu labirinto, que solta no mundo à fora. Por favor, não tente argumentar! Não volto atrás em minha decisão. Estou perdida em meu próprio mundo, e dele talvez eu não saia tão cedo. Pelo menos, estou salva dos monstros que tentam me devorar lá fora.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu...

pequenos ossos e crânio, vestida em farrapos, na chuva, pisando em flores amarelas, pulando de lugar em lugar. Eu, que não encontro o caminho pra longe. Às vezes habitando em cidades, às vezes, em cavernas e esconderijos. E a certeza de que me afastei de casa. Decisão minha, claro. E nessa decisão, carrego a certeza, com um mundo de cores, cheiros, texturas e atmosferas. Mas, sinto falta de casa.
E aquele corpo...mulher...vinte e poucos anos...braços abertos, e um sorriso amarelo: "Que bom que voltou! Senti tua falta!" Deito-a em meu pequeno colo, acaricio seus cabelos curtos e observo seu rosto; pálido, encaveirado e o peso da idade em suas linhas. E a fragilidade. Ela sorri para mim, lembrando de nossos tempos juntas. E eu a observo sem nada dizer. Ela adormece, e eu parto em seguida. Um mundo novo de cores, texturas e cheiros me esperam. Deixe-me conhecer novas coisas! E eu a deixo por aí...sozinha...Ela...que não é mulher, nem garota. Ela que é apenas um ser, nada mais. Ela, que se tornou o MAIS importante e incrível de todos os seres para mim.!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DISTIMIA. [Fato]

Tempos que não escrevo. Tempos que não conto algo. Minha imaginação não floresce. Minha mente não cria. E eu já sei porque; é por causa da DISTIMIA!
Ah! Essa minha amiga! À quem eu abracei, à quem eu beijei desde os meus cinco anos de idade. Ah, a Distimia! No canto da sala da escola, na cadeira de balanço do jardim de infância. Essa companheira, a quem eu puxei pela mão, e a trouxe para o quarto, à quem eu deixei escrever as minhas paredes. Essazinha, que rabisca minhas folhas, que rasga meus desenhos agora.
Essa praga de companhia que não me serve de nada, que agora me atormenta. É ela que me inferniza. Que sobe em mim, me lança ao chão, e me cobre de tapas. Essa que me cobre de dor.
É a minha melhor amiga! A única que eu tenho...ainda que eu não a queira mais.
"Distimia? POderia fazer o favor de ir embora para sempre e não mais voltar na minha casa? Por favor, não risque a parede, não faça mais desenhos feios. Não me faça chorar, implorar...Não me faça pensar!E por favor, leve nossas lembranças com você! Deixe para mim, um futuro de paz, ainda que solitário. Mas se puder sair daqui, e morar em outro lugar, eu agradeço! E ah...sabe aquele lance? Aquilo que eu não posso pensar, que me já me dá calafrios...leve consigo! Vá morar debaixo de uma ponte, mas não me apareça mais!"
Tsc...que coisa!. Sabe de uma coisa? Quando você tiver uma filha, e ela estiver beirando aos cinco anos...diga para ela nunca falar com estranhos.

domingo, 25 de julho de 2010

Sereia.


Putz, cara...que filme! Que filme! Me apaixonei perdidamente por esse filme. Um dos melhores que eu já vi. E é sério.

A história de Alisa, uma garota que morava na praia, sonhava em ser bailarina, cantava em um coral, e tinha um dom: realizar desejos! Eu não vou contar o resto filme. Assistam, porque vale a pena. Putz...como eu AMEI essa filme!

Gostaria de ter o dom dela. Sério. Enfim, mais uma dica dada. =)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

All izz well!

Repete comigo: All izz well, all izz well, all izz well, all izz well...

Ah, chega de tristeza por hoje. Aqui vai uma dica: 3 IDIOTS

O filme idiota mais legal que já vi. E se você assistir, e não curtir...na boa, volte o filme e veja de novo!
Um filme leve, com uma mensagem muito legal sobre amizade, sonhos...e muito, muito, mas MUITO IDIOTA! Eu me diverti muuuuuito assistindo. Uma boa produção, um humor leve, sem conotações sexuais, ou piadas de duplo sentido. E como todo bom filme indiano, tem música e dança! Adooooooooooooooro! :D
Vou postar os dois clipes do filme. Mas, vale a pena assistir. Eu gostei! :D
Cara, que filme IDIOTA! HAHAHAHAHAHAHAHAHAH...(mas, melhorou meu dia! :D)



Muito IDIOTA! HAHAHAHAHAH!



POrque gente, quando vocês estiverem passando por algum aperto, bate a mão no peito e repete: "All izz well, all izz well, all izz well..."

Dá certo! :D

All izz well, all izz well, all izz well, all izz well...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pisca-Pisca.

“(…) A vida, Senhor Visconde, é um pisca – pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais.
A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso.Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim, pisca pela última vez e morre.
- E depois que morre – perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?”

Memórias de Emília, Sítio do Pica Pau Amarelo - Monteiro Lobato.

E é assim que é. E é nisso que eu acredito. Porque a vida não passa de um pisca-pisca. E afinal, no que eu não concordo com a Emília? Se somos iguais? E vocês ainda verão muito da Emília por aqui.

domingo, 18 de julho de 2010

Apenas uma dica.


Acabo de ver o filme "500 days of summer", que apesar de ser uma comédia -romântica, me fez chorar pacas. Talvez porque eu esteja sensível. Ou talvez, porque eu entenda como é esse tipo de coisa. Ah, droga! Por que eu ainda acredito no amor?
De qualquer forma, dica dada! ;)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

...

Não tenho nada a dizer hoje. Só postarei por postar. Ou apenas, para desabafar. Hoje é mais um daqueles dias em que eu tenho dúvidas. Dúvidas, dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. E o medo. Para onde vou? Como vou? Com o que vou? Sinto que tudo desliza de minhas mãos como fios de cabelos. Estou muito confusa hoje, não ligue. Mas, até que eu me diverti hoje. A faculdade sempre me fez bem. Daí, ao voltar, a mente fica turva, e o medo toma conta. Pelo menos lá eu me distraio, né? Vou terminar de fazer minhas coisas. Talvez assim, eu descanso minha mente um pouco.

=/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Beauty and Beast.


Um conto muito conhecido. Um dos meus preferidos. A Fera se apaixona por Bela. A Fera. Aquele ser, com aquela imagem grotesca. A Fera. Aquela que caiu por Bela. A Fera...
E o que dizer diante do fato de que a beleza da Fera me é maior que a de Bela? A Fera. Príncipes geralmente são toscos. Beleza que se esvai. E são sempre os mesmos; é só ler os contos. São todos iguais. Mas, ninguém é como a Fera.
E poderia realmente uma fera se apaixonar? Poderia Bela amar a Fera? Se a beleza está no interior, posso supor que sim. Conhecemos o conto. POsso confessar? Se fosse para escolher entre príncipes, reis, sapos...eu escolheria a Fera. A grotesca imagem da Fera. Você não leu o conto? A Fera se torna um belo príncipe no final. Mas, e daí? Eu ainda prefiro a FERA! Pois beleza maior não me há. Não mais que a dela. Até a última pétala cair, lembra?

terça-feira, 6 de julho de 2010

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." Salmo 91: 1

Meu versículo preferido. Não por ser um salmo, e por ser conhecido; conheço vários versículos lindíssimos, mas esse é importante para mim. Só por causa das palavras: 'habita', 'esconderijo' e 'descansará'.

Uma vez, há uns três anos , um grupo de irmãs da igreja que eu frequentava me fez uma festa surpresa. Segunda festa surpresa de minha vida. A primeira, eu tinha apenas oito anos. Mas enfim, surpresa ou não, na hora do culto, uma irmã que é muito minha amiga, conselheira abriu sua Bíblia e citou esse versículo. Mal sabia ela que era meu versículo preferido. E que, eu tinha pensado nele aquela semana inteirinha. A maldita semana do meu aniversário. Confesso que fiquei surpresa. Daí, comecei a meditar mais ainda no versículo: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará."

De fato, o que eu mais queria e ainda quero, é habitar em algum esconderijo. Descansar. Respousar minha cabeça em algum lugar tranquilo e seguro. E ali, descansar. Respousar e descansar. Repousar e descansar. É tudo o que eu mais quero. Tendo em vista que eu não tenho onde repousar minha cabeça, nem onde descançar meus pés. E o medo toma conta. Esconderijo é uma boa pedida. Me esconder é o que eu mais quero. Repousar, recostar e descansar. Sem me preocupar com quem está do lado de fora. Sem medos, sem preocupações. Somente repousar, e descansar.

Naquela época, era no esconderijo do Altíssimo. Mas, aonde mora o Altíssimo? Onde Ele habita? Quem é o Altíssimo? Não sei. Desconheço. E ainda preciso de um esconderijo. Ainda preciso descansar.
Mesmo não sendo mais a mesma, continuo guardando essa frase comigo. Vai ser minha até a hora em que eu habitar em algum lugar. Guardarei-a dentro de mim, até o momento em que eu descansar.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

...


Abri a cancela. Deixei-os ir. Longe...calvagando violentamente em direção contrária. Furiosos. Loucos. Selvagens. Os meus cavalos. Acha minha atitude estranha? Estarei eu agindo de forma estranha? Uma vez que abri, eles não voltarão; correrão com pressa e sem destino, até chegar ao abismo...até se chocarem nas ondas. Gostaria de ver isso? Tudo que vejo são espumas avermelhadas. Os meus cavalos!
Abri a porta. Entrei, deixei o líquido cair...lavando o chão. Acendi o pavio. Deixo cair, e uma faixa laranja começa a vagar pela casa. Acha essa atitude estranha? Queimar a própria casa? MINHA CASA! Paredes suando, gritando de dor...e eu assisto tudo de camarote. Vai ficar aqui dentro? Enfrentará o fogo? Ou prefere ir para fora, e ser pisoteado pelas ferraduras ferozes de meus cavalos? Deixo ao seu critério. Prefiro assistir. Não darei palpites. Escolha!
Depois disso, dou uma última tragada em minha alma perturbada. Sugo-a até vê-la ser consumida pelo vazio...até me perder por completo na escuridão.
E você acha isso realmente estranho?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mancha. Apenas uma mancha.

Toda vez que eu durmo, tenho pesadelos horríveis que eu prefiro nem comentar, e sonhos maravilhosos, do quais não consigo lembrar. Daí, quando acordo, tenho dúvidas de minha própria existência. Continuo assim até chegar ao banheiro; olho-me no espelho, e tenho a certeza que estou viva...é ali que tenho a convicção de que sou real. E vou te falar: essa é a MAIOR injustiça no mundo para mim! POrque é nessa hora que eu tenho a certeza de que eu não sou nada. É olhando no espelho, vendo aquela mancha pálida refletida no vidro, que eu tenho a certeza que sou nula. Um grande zero. Apenas uma mancha. Porque é isso que eu sou: uma mancha pálida refletida no espelho. Um grande borrão de tinta, sei lá que raios de cor que eu sou.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Parte de seu mundo.

"Eu quero estar onde o povo está. Eu quero ver um casal dançando, e caminhando em seus...Como eles chamam? Ah, pés!"

Não tem como começar esse post sem colocar esse trecho. Minha música preferida. A música de minha vida: Part of that world, de A Pequena Sereia.

Aliás, esse é o meu filme e conto preferido. Porque é a minha história. É..eu sou a Pequena Sereia, em todos os aspectos. Talvez seja isso, todos os meus males.

Sonhadora, distante, inquieta, às vezes inocente, curiosa...todos os aspectos. Aliás, quando eu era criança, sonhava em ser uma sereia (um sonho idiota, claro. Relevem, todo mundo já teve sonhos assim). Mas eu sempre fui uma sereia; eu sempre fui a Pequena Sereia. Não colocarei o conto original aqui por enquanto. Mas, esse conto tem um valor inestimável para mim. Ia começar com Branca de Neve (outro conto que eu adoro), até porque, eu tenho uma história com Branca de Neve. Mas, não podia fazer isso; tem coisas que não devem ser esquecidas...e eu não posso me esquecer disso. Lá pra frente, vou colocar o conto original, e vocês entenderão (acho) mais ou menos porque eu amo tanto esse conto.

"As barbatanas não ajudam não; pernas são feitas pra andar, dançar e passear pela rua..."


Com barbatanas não se vai longe mesmo. Pernas são mais úteis. Mas pernas machucam demais; andar é doloroso. Mas, acho que vale o esforço. Com pernas você anda pelas ruas, você corre, você encontra as pessoas. Com pernas você dança. E com barbatanas...bem, como barbatans você só pode nadar, nadar e nadar. E só se pode contemplar o sol sentada numa rocha, ou apenas sob a superfície da água.
Preciso de pernas. Estou cansada de nadar.

"Poder andar, poder correr, ver todo dia o Sol nascer. Eu quero ver, eu quero ser, ser deste mundo..."♪
Gosto de todas as versões dessa música. Gosto mais em inglês, mas prefiro pôr aqui em português mesmo.

"Eu quero saber o que sabem lá; fazer perguntas, e ouvir respostas. O que é o fogo, o que é queimar, lá eu vou ver!"♪

Eu estou pronta pra saber o que as pessoas sabem. Fazer minhas perguntas, obter minhas respostas. Pra mim, tudo o que eu sei e tenho é pouco. Quero mais! E eu faria qualquer coisa que estiver ao meu alcance para isso. Só preciso de força. Não quero mais ser desse meu mundo.

"Quero saber, quero morar, naquele mundo cheio de ar...quero viver, não quero ser...mais deste...Mar!"


As frases mais marcantes. Colocarei os dois vídeos. Espero que ouçam e gostem.


Dedicarei esse post ao meu amigo Ricardo. =*



Versão de 89, por meu amigo Ricardo:

Versão original em inglês:


domingo, 20 de junho de 2010

Paranóia.

Esqueça tudo o que você leu até agora. Esqueça todo a idéia e conceito que você tem sobre mim e sobre o mundo onde vivo. Esqueça as cores, e os sons. Só resta o vazio agora. O cinza e o silêncio. Sem nuvens ou arco - íris. Sem círculo de fogo. Sem névoa ou água. Apenas uma cela; uma jaula. E o cinza. O cinza e o silêncio. Barras frias de metal, cercando todo o local...estou presa! O que fazer? O que fazer? Não acho a saída! O silêncio vai se quebrando aos poucos, há muitas vozes ecoando em minha cabeça. O cinza está se convertendo em negro; pura escuridão. Escuridão assusta, né? Muitas pessoas têm medo do escuro. Eu não. Já acostumei meu corpo e visão à escuridão.
Vou sentar um pouco. Silêncio não faz mal à ninguém. Agora vem a monotonia...sentada no frio, sem ter o que fazer ou pensar. Sem poder sair...E eu nem me esforço para tentar achar um modo de sair daqui. Pra que? O mundo lá fora é bizarro demais! Entre lobos, vampiros, assassinos e ladrões de tudo quanto é especie...prefiro ficar aqui, presa em minha monotonia...Corro menos risco de me machucar. Ah, droga! Pensamentos assim, vem e vão a cada amanhecer e anoitecer. À noite de um dia, de manhã de outro. Vou parar de escrever...já está ficando sem sentido para vocês. Não liguem; são minhas paranóias...
Maldita banda dos infernos! Por que eu gosto tanto dessa porra?
Maldição! :S

Sem título de novo. Sem criatividades para títulos hoje.

Sobre o que irei falar agora? Ultimamente, só tenho escrito lorotas. Lorotas contadas na madrugada. Estou sem sono, sem paz, sem cabeça. Vou lhes falar do que? Vou lhes contar o que? POsso falar de minhas amarguras, posso? Não sei se devo. Ninguém gosta de coisas amargas. Querem ler algum conto? Hmm...deixem-me ver...Ah! Estou sem idéias para um conto. Querem ler sobre meus amores? Não tenho amores.=/
Já não sei o que dizer, fazer, escrever....Ah! Já seeeei! Vou lhes falar de minhas memórias. Memórias é só o que tenho de bom. No fundo, sou uma desafortunada. Não possuo nada. Não SOU nada. Olho-me no espelho, nem me vejo. Ignoro coisas insignificantes. Mas, tenho ótima memória. E boas histórias. Algum dia, posso contar algumas engraçadas. Isso aqui está muito triste, muito molhado. Precisamos dar um ar mais alegre, mais convidativo. Só que, não estou numa boa fase. Estou na fase do Nunca. Tem a Terra do Nunca, né? Eu vivo na fase do NUnca. Aquela fase em que você NUNCA consegue nada. Nem levantar da cama para ir à faculdade. Mas enfim, vou lhes falar de minhas memórias. Cada vez mais memoráveis.

Hoje cedo, estava deitada na minha cama, e uma faixa amarelinha e quentinha de Sol pousava sobre meu corpo. Meu corpo brilhava por causa dos pequenos raios, daí, eu comecei a ter vagas lembranças: lembrei-me de quão impaciente eu ficava para ver o mar quando ia à praia com meu pai. Era pequena demais, e ele me segurava em suas mãos enormes, fazendo-me sentir segura. Lá longe brilhava o Sol, e o azul do Mar se mesclava com seus pequenos raios. Como no meu corpo. Só que bem mais bonito. Fazia aquelas formas brilhantes como diamantes. Mal via o mar, e sentia me sentia eufórica; queria ir correndo se pudesse, mas tinha de me conter. E quando chegava...AAAAH, COMO EU AMAVA! Era uma alegria sem fim. O cheiro, a cor, a textura. Eram outros cheiros, outras cores, outras texturas. EraM? Quem foi que disse que eram? Eu disse isso? Ah, desculpem-me...mas é tudo mentira. É, é sim...MENTIRA! Não eram outros cheiros, nem cores, texturas ou sabores. Essas coisas não podem mudar. Acho que...no final de tudo, fui eu que mudei. A gente muda, sabe? E com a gente, muda a perceção do mundo. Daí, muda-se a percepção das cores, dos cheiros, dos sabores...mas, esses são sempre os mesmos. A gente que enxerga diferente.

Diante disso, quando me pego lembrando de coisas assim, vejo o quanto eu mudei. O cheiro do mar é o mesmo, mas minha perceção não. Não é a mesma coisa de antes. Eu ainda o amo mais que tudo, mas não é mais como antes. Hoje é mágico; antes, era pura fantasia. Inexplicável. E eu consigo me lembrar de como eu me sentia naquela época. Só não consigo...como posso dizer? Só não o sinto mais assim. Talvez aí esteja todo o problema. Aaaah, que coisa! Que texto mais chato...ninguém quer saber disso. E meu sono JÁ se apresentou...

-Até que enfim, Sr. Sono. Quanto tempo! Sente-se, fique à vontate. Ou melhor: DEITE-SE, DAMARIS!

haM!

P.S.: Que conste que foi difícil postar isso aqui. Posto que, o meu blog está a fim de torrar minha paciencia hoje.¬¬

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sem título. Realidade não tem título.

Mais um dia perdido. Mais uma noite sem dormir. Até quando ficarei assim?
São apenas caquinhos de vidro. São pequenos, não cortes profundos. Como posso ficar assim? Presa num labirinto que eu mesma criei, e não sair? Todo labirinto tem uma saída; é só ver nas histórias ou nos contos.
Mais um dia perdido. Mais um dia presa à mim. Mais um dia na minha bagunça. Mais um dia nessa confusão. Mais um dia submersa no meu nada. Mais um dia envolta de paredes e tetos brancos. Tijolos mal empilhados. Casa mal contruída, prestes à desmoronar. Seria mais fácil dizer 'demolida'. Desmoronamento soa um pouco acidental. Demolir é um verbo usado por pessoas que fazem tudo de propósito. Demolir é um verbo usado por pessoas que só sabem destruir. Vou demolir minha casa. Essas paredes estão claras demais. Elas me ofuscam. Elas me pertubam.
E essas coisas...tudo fora do lugar! Antigamente, meu quarto vivia desarrumado, mas eu sempre sabia onde minhas coisas estavam. Hoje, pessoas mexem na minha 'arrumação', e eu não consigo achar o que preciso. Não quero ninguém tentando arrumar minha bagunça; só eu sei mexer nela.
Quem pintou as paredes do meu quarto de branco? Quem? Raios! Gosto de AZUL, caralho...de AZUL!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Outro post inútil. Mas esse até que é legalzinho...

Só para não deixar meus raros leitores órfãos. Sei que só tenho postado lorotas, mas pretendo melhorar (o que não quer dizer que eu consiga). Tem uma música que eu ouvia direto quando era criança, que me tocava muito. Forever Young. Hoje, a letra dessa música flue dentro de mim e me faz pensar: "Por que envelhecer? POr que morrer? Eu não queria nada disso. POr que não ser eternamente jovem?
Incrível como a letra dessa música me faz pensar nisso tudo, e ainda assim é tão misteriosa!
Enfim, sei que todos conhecem, mas deixarei o vídeo e a letra da música aqui. Gosto de várias músicas dessa banda, mas essa é minha preferida. Divirtam-se! =)

Forever Young

Let's dance in style, lets dance for a while
Heaven can wait we're only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?
Let us die young or let us live forever
We don't have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The music's for the sad men
Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders we're getting in tune
The music's played by the madman


Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever, forever forever
Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever
Forever young


Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why don't they stay young
It's so hard to get old without a cause
I don't want to perish like a fading horse
Youth is like diamonds in the sun
And diamonds are forever
So many adventures couldn't happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams are swinging out of the blue
We let them come true...

Forever Young...

POst Inútil. NÃO leia.

Não tenho nada interessante para postar. Provavelmente, você desistirá de ler esse texto, antes mesmo de saber do que se trata. Trata-se de nada. Mas mesmo assim, continuerei escrevendo. Deixarei meus dedos frios deslizarem sobre o teclado lentamente, até que as palavras possam fluir de dentro para fora...Mentira! Só vou escrever porque não tenho mais nada pra fazer hoje. Não tenho com quem conversar; Evelyn já se foi, ele está aqui, mas eu o deixarei em paz. Não mexi no meu desenho hoje. Não tenho sono. Acabei de fazer um chocolate quente (Forçada. Não tinha café.=/), e fiquei alguns minutos esperando o fogo trabalhar. Até o fogo tá preguiçoso hoje; demorou mais de meia hora pra esquentar a porra do meu chocolate! E por que raios eu estou comendo rosquinhas aceboladas? Eu ODEIO rosquinhas aceboladas! E por que raios eu estou ouvindo essa música? Ela me deixa deprê, cacete! Briguei com ele, dormi 14 horas da tarde, acordei 1 hora da manhã! Tomei banho nesse frio infernal, lavei meu cabelo. Pra que??? Estou doida! É a falta de sono. Perdi a faculdade, e ainda sonhei barbáries. Aliás, TRÊS longos dias sonhando com defuntos: Pai, avó e prima. RAIOS E TROVÕES! POr que raios eu sonhei com uma prima que nem lembrava mais?! É só porque está morta mesmo. Credo! Mereço, mereço...
Não tenho o que escrever. Só escrevo quando estou perturbada, ou quando tenho fantasmas me assombrando. Droga! Gosto tanto de paz, mas quando ela vem, me irrita. Talvez porque eu esteja acostumada com o lado sombrio e perturbador da coisa. Pelo menos, me sinto mais viva assim. Em paz sou uma barata tonta; insossa, sem vida. Quase não me reconheço quando estou em paz. Mas quando não tenho, é o que mais quero. Estou eu em paz? Ou isso é só mais um truque de minha mente? Ela vive trabalhando contra mim o tempo todo. Fico quieta no meu canto, mas ela já vem me perturbar. Seja por falsas promessas de reconciliação, de paz, de amor...ou seja pelo simples fato de me perseguir, me artomentar o tempo inteiro, jogando coisas na minha cara. Mereço, mereço...melhor parar de escrever...ou você pensará que sou maluca.
Iiih, lá vem eles novamente...lá vem meus fantasmas....cacete!
Mereço, mereço, mereço...!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Circle.

Alguma vez já esteve num círculo de fogo? Já sonhou, ou já pensou estar em volta de chamas incandescentes prontas para te devorar?
O que você faria se estivesse dentro dele? Como reagiria?
Bem...covarde como sou, eu esperaria a morte me levar lentamente, enquanto a chama me consome viva. Mas, sendo louca como sou, eu enfrentaria as chamas e correria em direção à elas até chegar ao ponto final. Enfrentaria aquela dança infernal, entraria no jogo delas. Bailando, suando, chorando de dor. Daria os mesmos passos, queimaria meus pés e mãos até atingir o outro lado. Seria uma dor insuportável, mas seria mais provável me salvar. No final, só me sobrariam cicatrizes.
Pensando bem, acho melhor eu decidir o que fazer rapidamente. Senão, vou acabar tendo meus ossos são corroídos pelo fogo. Não quero nem pensar na dor que isso me causará.!
Tenho medo do fogo, lembra?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Névoa.

Deixem-me falar da névoa. Aquela que percorreu o lugar em que eu estava. Era fria, densa e pálida. É difícil enxergar através da névoa. No momento em que eu estava ali, me perdi das pessoas em que eu me encontrava. Mal enxergava minhas mãos. E o frio era intenso demais. E todos eles estavam ao redor, espreitando. Movimentos bruscos, vozes, risadas estridentes. PAREI! Gritei, urrei, surrei. Daí, eles se foram. Junto com a névoa.
Maldito dia! Maldita névoa! É o inferno. E eu ainda não encontro o caminho de volta para casa.
Inferno!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Queeeeeen!

Não é de hoje que eu curto Queen. Na verdade, desde nova eu ouço essa banda. Meu pai adorava Freddie Mercury, e assim, fui me familiarizando com a banda. Gosto praticamente de todos os seus trabalhos. Mas, enfim...esse ano conheci um de sua primeiros cds(ou o primeiro, sei lá.). Claro que algumas músicas eu já conhecia, como Killer Queen(adoro), mas esse cd, o Sheer Heart Attack é muito bom! Destaco a Stone Cold Crazy. Mas o restante também é muito bom. Queen, né? Estamos falando de QUEEEEEEN! Impossível não agradar.
Vou por aqui a música Stone Cold Crazy. Música FODÁSTICA!*-*
Enjoy it!=)

domingo, 9 de maio de 2010

Ô fato infeliz do caramba!

Hoje estou cansada. Muito cansada. Sou a única pessoa viva nesse lugar. As pessoas parecem fantasmas, ou apenas manchas coloridas. Ou será que sou eu quem está morta? Eu, uma bolsa verde oliva, um fone de ouvidos, um computador, e alguns objetos em volta da mesa. E é claro, música. Deveria eu estar aqui? Deveria? Se não, então, onde deveria estar?

Debaixo de uma árvore, num tempo limpo e fresco, onde o anil do céu e o branco macio das nuvens cobrem todo meu corpo enquanto eu escrevo em papéis amarelados com tinta de caneta preta. Escrevo, escrevo, escrevo...até que me levanto e me despreguiço toda, num alongamento demorado. Olha pro lado, e lá está ele; esticado, olhos fechados...numa paz sem igual. Chego perto, e beijo seu rosto macio. Aperto meu lábios, passo minha língua por eles, e sinto o gosto salgado de suor humano e o puro sabor dele: canela e eucalipto. Deixe-o lá por uns instantes, e debruço-me perto do pequeno lago. Passo meus dedos na água límpida; consigo ver todos os seus peixinhos: uns pequenos, outros grandalhões, alguns dourados, alguns verdinhos como musgo. Vejo até alguns cor de pedra. Já viu peixes assim? Eu já. Quase o levei para casa, mas tive de deixá-lo lá. Devolvi ao mar aquele bichinho tão bonito e assustado. Chorei depois disso. Mas, eu era pequena demais.

Depois de molhar minhas mãos, refresco-me molhando meus pés. Olho para trás; ele ainda continua lá...mas agora, está lendo as coisas que escrevi. E sorri. Volto-me para água cristalina. Penso que não há lugar mais lindo, mais calmo que eu desejo estar. O tempo muda; agora o anil se converte em pequenas faixas alaranjadas, e sol está indo embora. Com isso, o frio invade, e nós dois vamos embora pra casa.

Um lugar pequeno, feita de madeira, não sei..como uma cabana ou até mesmo um chalé. Gostaria que fosse um pequeno cogumelo, como nesses em que a gente vê em desenhos de fadas e gnomos. Seres encantados. Afinal, éramos seres encantados. Puro encanto! Entraremos, e faremos o que? Amor? Não. Comeremos uma comida bem gostosa, uma sobremesa saborosa (torta alemã, depois, um chocolate quente, alguns morangos à base de chocolate derretido), depois cantaremos um pouco, e logo iremos dormir. Ele me contará uma história, enquanto eu adormeço em seu peito, com seus dedos afagando meus cabelos. E só! Eu ficaria tranqüila, e feliz. Isso bastaria para me alegrar...eu dormiria naquele peito quentinho e...ACORDA DAMARIS! VÁ FAZER SEU PRÉ PROJETO! JÁ!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pin Up!

Desde pequena, sempre gostei de artes. E, uma das coisas que sempre me chamou a atenção foi as pinturas Pin Ups. Aqueles mulheres lindas, sensuais, como corpos invejáveis, e aquela moda 'antiga' sempre me encheram os olhos. Poderia citar aqui vários artistas, porém, deixarem pra outro post. Pin up eram geralmente modelos ou atrizes. Hoje em dia, há quem ainda tire fotografia estilo Pin Up (se eu conseguir emagrecer e ficar 'bonitinha', talvez algum dia eu faça um book à la Pin up!;D). Pin Up também eram desenhos, pinturas e ilustrações, que imitavam essas fotografias (uma coisa: sou tarada por fotografia). Pin Up existe desde 1910 até os dias de hoje. Porém, eu prefiro as antigas, é claro. O termo foi documentado em 1941 e, essas imagens poderiam ser recortadas de revistas, jornais, cartões postais e etc. Também eram produzidos calendários, onde se eram produzidos para serem pendurados (daí o termo: pin up). Logo os posteres Pin ups girls viriam a serem produzidos em massa.Muitas Pin Ups fotografadas eram celebridades, consideradas sex symbols. Tem várias celebridades, porém só colocarei em outro post. Outras eram apenas trabalhos artísticos, que respresentavam idealizações do que alguns imaginavam ser uma mulher atraente. Um exemplo de uma pin up desse quesito, era a Gibson Girl, desenhada por Charles Dana Gibson. O gênero deu origem a vários artistas, que também colocarei em outro post.
Esse post aqui é só pra comentar por 'alto' e, para quem não conhece, conhecer. Adoro essas pinturas, ilustrações e esse tipo de fotografia. Mas, repito que gosto mais das antigas. Tem também alguns homens que podem ser considerados Pin Up (o termo usado seria, beefcake...que coisa gay!), mas eu prefiro o feminino mesmo.

Há Pin Up em HQ's também, mas não vou postar nada disso aqui agora. Porém digo que, essa é uma arte muito atraente, e desejo um dia desenhar algo no estilo. *-*

A nossa digníssima Carmen Miranda também foi já foi uma Pin up! *-*


Espero que tenham gostado. Prometo tentar 'caprichar' no próximo 'pin up' post. ;D

terça-feira, 4 de maio de 2010

Poison!

Uma música que marcou toda essa história, esse amor súbito, essa paixão feroz, aflorada, amor desmedido, sem pé nem cabeça foi a Poison! de Alice Cooper. Acho que ela tem tudo a ver com aquilo. As palavras, atos, pedidos, desejos, sonhos, projetos, venenos...e fora que, AMO essa música. Tem gente que acha sádica; eu porém, acho-a linda...e muito quente! E lembra-me...

Deixarei o vídeo pra vocês conferirem. (A qualidade não está muito boa, mas, vale a pena conferir!=D)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma boa dica.



Pra quem curte uma boa música, eu recomendo o grupo galego Luar na Lubre. Uma ótima opção pra quem gosta música celta e folk. Não me pronlongarei muito falando dessa banda, pois acho que se deve ouvir, e não falar. Mas, posso dizer que, essa banda é maravilhosa. Destaco o álbum Espiral e Cabo do Mundo. As canções que mais gosto são: Romeiro ao Lonxe, Rei Xordo, Chove en Santiago e o Son do ar. E a voz da Sara é lindíssima! Muito suave...gostosíssima de ouvir.

Deixarei alguns vídeos pra vocês conferirem. Espero que gostem.=)






domingo, 2 de maio de 2010

Engraçado.

Esses dias, olhando uma comunidade no orkut, achei uma coisa engraçada. Resolvi postar aqui. Tente se achar numa dessas frases aqui.

O que os signos dizem depois de transar:

Áries: "Legal, vamos de novo!"
Touro: "Estou com fome - passe a pizza."
Gêmeos: "Você viu o controle remoto?"
Câncer: "Quando vamos nos casar?"
Leão: "Não foi incrivelmente fantástico?
Virgem: "Preciso lavar os lençóis."
Libra: "Eu gostei se você também gostou."
Escorpião: "Talvez eu deva desamarrar você agora."
Sagitário: "Não me ligue - Eu ligo pra você."
Capricórnio: "Você tem cartão de visitas?"
Aquário: "Agora vamos tentar sem roupas."
Peixes: "Como você disse que era o seu nome mesmo?"


Hhm...meu signo é escorpião. Não preciso dizer mais nada, né? HOHOHOHOHOHOHOHOH...[6]


E você? Qual é o seu signo?

sábado, 1 de maio de 2010

Conto de uma Gueixa.


Memórias de Uma Gueixa - Tanto o livro, quanto o filme são ótimos. Um livro sensível, comovente, e uma narrativa maravilhosa, que te prende do início ao fim. Um mergulho na cultura japonesa!
Chiyo é uma garota com apenas 9 anos de idade, que após perder sua mãe, é vendida para um okiya >casa de gueixas<. Lá ela sofre todo tipo de maltratos, desde o ódio feroz de Hatsumomo, aos castigos de Vovó e Titia, e a indiferença de Mamãe. Decidida por mudar o curso de sua história, ela decide se tornar uma gueixa, para conquistar seu amor e se livrar do ódio e inveja de Hatsumomo. Lecionada por Mameha, e com um novo nome: Nitta Sayuri, vai aprendendo que a vida de uma gueixa não é nada fácil, e que se tornar uma gueixa de sucesso, exigiria mais esforços e muitos sacrifícios.Uma estória rica, poética, emocianante. Personagens marcantes.
Amo cultura japonesa, mas ouvi muito 'neguinho' criticando, sem ao menos ler, dizendo que o livro é uma infâmia, e que denigriu a imagem das gueixas. Eu não vi nada disso. Muito pelo contrário; o livro mostra o quão belo, e quão difícil era a vida de uma gueixa, naquela época em que a guerra se alimentava do país.Nunca vi nenhuma personagem (juntamente com Emília) que se parecesse tanto comigo quanto Sayuri. Seus medos, suas tolices, seus sonhos, suas perdas, suas paixões, sua forma de enxergar, descrever o mundo, as cores, os sons, pessoas, é a mesma forma que enxergo e descrevo as coisas. Toda sua coragem, força, fraqueza, tudo nela lembra muito a minha pessoa. Tanto como criança, como adulta; observadora, fraca, ingênua, forte, chorona, medrosa...quem ler o livro me conhecerá. POis, estou lá; na sua forma de descrever o tempo e a cor, em sua profundidade e intensidade...tudo isso se reflete em mim. Pareço estar diante de um enorme espelho, onde posso me enxergar por dentro.
Quanto ao filme, eu gostei bastante. Claro que o livro tem um valor maior, por isso, prefiro o livro. Porém, o filme não deixa à desejar; foi fiel ao livro à medida do possível, claro que com algumas mudanças. Mas, manteve a sensibilidade e beleza da estória. Destaco a atrz Gong Li, que foi brilhante e impecável no papel de Hatsumomo. Os olhos dela ardiam em chamas, assim como os de Hatsumomo no livro. Gosto muito dessa atriz; ela consegue captar e transpassar a essência e profundidade da personagem. Já a atriz Zhangi Ziyi deixou um pouca a desejar, ao meu ver. Muito insossa, sem sal...penso que ela não conseguiu passar toda a sensibilidade e intensidade de Sayuri. Destaco também a atriz Michelle Yeoh (Mameha) , que foi PERFEITA! Filme como ótima fotografia, atores excelentes, e claro, né? Roteiro muito bom. Recomendo!

Fato. Música.


Tribalistas. Lançaram um único cd em 2002. Claro que, é um cd 'antigo' pra postar aqui, mas quem disse que eu ligo? Eu AMO esse cd! Um cd lindo, sensível e puramente musical. Destaco as canções: Carnavália, Um a Um e Anjo da Guarda. Porém, o cd TODO é bom. Recomendo pra quem nunca ouviu as outras faixas.
Confesso que tive um certo pré-conceito, por causa da força da mídia na época. Só se ouvia 'Velha Infânica' e 'Já sei namorar' >ambas muito boas também<. Por causa dessa 'pressão' eu não procurei saber, nem ouvir. Ainda bem; pois esse cd marcou algo que aconteceu em minha vida. Algo que aconteceu esse ano. E, toda vez que eu ouvir >ouço todo dia, tá?<, me lembrarei disso. Lembro-me também que, na época, esse cd foi muito criticado. Mas, esse cd é de uma sensibilidade incrível! Suas letras, suas melodias, seus arranjos >sempre me atento à arranjos. Se tiver um arranjo bom, a música se torna marcante. Ou seja, não basta ter uma letra linda, e uma melodia incrível; o arranjo deve ser PERFEITO. E eles fazem isso<, são de uma perfeição, que só pessoas sensíveis, e amantes de músicas conseguem sentir. Esse cd é maravilhoso. Um dos melhores que já ouvi, ou o melhor. E um dos poucos cds que gosto INTEIRO. Quem não ouviu, ouça! Perderá se não conhecer. E eu não me canso de ouvir e lembrar de...

Isso deveria ser um conto...

Ciúmes. Sempre tive ciúmes de minhas coisas ou pessoas. Sou ciumenta SIM e muito possessiva. Tenho ciúmes de amigos, família, coisas...mas, ciúmes MESMO só senti de três pessoas: meu pai, minha professora e...dele. É...dele. Aquele com cabelos desgrenhados, braços repousados no banco. Aquele com cheiro de eucalipto e canela. O meu anjo. Tinha um ciúmes FEROZ dele. Querio-o só para mim, afinal de contas, ele era o MEU anjo. Tinha ciúmes de seus 'amigos', de seu serviço, e, até de seus pais, quando iam jantar em sua casa. Eu tinha ciúmes dele próprio. E ele nunca se importou com isso.
Eu sou possessiva. Então, tome cuidado antes de me cativar. MUITO cuidado! Ou você não pertencerá à mais ninguém a não ser à mim. Não serás nem de você mesmo. Isso é FATO!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fato mais infeliz do mês:

Saudade! Há muito não sabia o que era saudade. Agora, esse sentimento retorna à sua 'casa'. De volta ao 'lar', repousa, descansa, faz morada. Deita e rola, numa folga danada! Sem pressa de ir embora. Fica aqui, bem no meu coração.
"Saudades não tem braços, mas sabe como apertar..."- Disse uma amiga minha. E é verdade; a saudade anda me apertando com tudo o que tem!
Ai, como dói! Maldita saudade!
"Saudades dá e passa"...Quem disse isso??? Acho que fui eu mesma, há uns meses atrás.
Devo não acreditar mais em minhas palavras.

Infeliz fato.

Quando as pessoas vão perceber que a vida NÃO é um 'Fashion Week', onde você desfila com seu Ray-Ban, ou com roupas da última tendência da moda?
Quando vão parar de pensar que a vida é uma Rave >sei lá como se escreve essa porra<, onde você se acaba de tanto dançar, beber e 'pegar'?
Sou eu ou o mundo é louco?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fato.

Hoje eu não estou legal. Isso porque me dei conta de muitas coisas.
Hoje por exemplo, percebi que a felicidade é para os fracos. Não que eu seja forte, mas somente pessoas fortes, ou com um pouco mais de fibra para suportar tanta coisa ruim em tão pouco tempo de vida.
Felicidade é para o tipo de gente que não aguenta derramar uma lágrima. Felicidade é para o tipo de gente que não de adapta à nada na vida: morte, pobreza, violência...nada assim. Felicidade é só pra quem pode. Para quem pode sorrir e festejar.
Felicidade é pra gente fraca. Porque, só os fortes permanecem na mesma. Isso é fato.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fato, fato. Não é conto MESMO!

Eu não preciso dizer que ele causava efeitos anestésicos em mim. Eu causava nele também. Ele me disse isso uma vez.

Lembro-me de uma vez em que, acordei profundamente triste. Não de uma tristeza sem causa, por assim dizer. Eu só não sabia o por que. Estava triste, amargurada o tempo inteiro, e depois de algum tempo meditando, eu descobri o que de fato me perturbava. Sabe, eu tenho um sério problema de não conseguir ouvir minhas palavras. Muitas das vezes, eu não consigo ver o que está por detrás de minha mente. Talvez seja porque eu realmente não queira olhar tanto. Na verdade, não gosto muito. Olhar para quê? Não preciso saber nada disso. Nem sentir. Mas enfim, eu descobri.

Descobri e me aborreci. Ele percebeu isso ao passo que me perguntou: "Que acontece? Fiz eu algo que a deixou triste?

Respondi algo que não me recordo agora. Não costumo me lembrar das coisas que falo simplesmente por julgá-las inúteis. Sem nenhum propósito. Porém, as dele eu guardo na memória. Nas minhas memórias. Cada vez mais memoráveis. Depois de minha resposta, ele me disse: "Ao passo que me envolvo contigo, eu preciso saber o que há com você. Odeio te ver mal."

Lembro-me vagamente que respondi assim: "Estou cansada. Só isso. Cansada dessa cidade, da faculdade, de casa...cansada de mim! Cansada de tudo! Sinto-me presa. Sinto-me como cavalos selvagens, galopando ferozmente. Sinto-me só. MUITO só."

Nessa hora, meu coração já estava doendo. De fato, eu estava angustiada. Eu não tinha para onde correr, ou à quem recorrer. Naquele momento, eu tinha apenas ele. E eu não poderia esperar menos dele. Ele sempre me surpreendia.

"Não estás só. Tens à mim, e terás sempre!" Respondeu-me ele. Uma frase curta, simples. Poucas palavras. Mas, surtiram o efeito desejado. Já não me sentia triste. Estava contente. Antes, eu estava na chuva, sem proteção alguma. Agora, ele me protegia e me aquecia. "Espero ser sempre seu protetor em dias de tempestades."- disse-me ele uma vez. Não estava mais na chuva. Estava dentro de casa, fitando as gotas caírem pela janela. Olhei em direção à ele. Sorria. E isso aqueceu meu coração.

Sabe de uma coisa? Em dias de inverno é legal ter alguém pra aquecer a pele. Mas, nada melhor que ter alguém pra aquecer seu coração. Isso é fato. Não é um conto. Não mesmo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Fato.

Já reparou como é linda a cor do céu? Tons azuis, brancos, às vezes um mais avermelhado, com raspadas alaranjadas. Depois, um véu azul marinho, ou um violeta. Inúmeros tons. Roxo, azul, amarelo, laranja, violeta, vermelho...em vários tons. E eu não me canso de olhar. Seus tons dourados ou cinza. Dependendo do dia. Cor é algo que me chama a atenção. Primeiro as cores. Depois o resto. Pessoas me entendiam, mas, as cores não. Eu vivi esse tempo todo admirando as mesmas cores, mas, em tons diferentes. Não me canso delas. De algumas pessoas sim. O mesmo sinto pela música. Posso ouvir repetidas vezes, mas suas notas sempre surtirão o mesmo efeito em mim. Acho que é porque não foram criadas por mãos humanas. Não mesmo. Nem a cor, nem a música. Uma pessoa não faz um pássaro cantar, nem pinta o azul do mar. Isso é fato. Isso os torna atraentes e vivos. Talvez por isso, eu me sinta atraída por eles. Não vêm de humanos. Vêm de algo sublime. Algo inexistente. Pelo menos à mim.

domingo, 25 de abril de 2010

Conto. Ou fato. Fato. Ou conto.

Lembro-me de uma vez, antes daquela do beijo, eu estava em casa sozinha e o tédio começava a tomar conta de mim. Estava sentada aqui como comumente, e de repente, resolvi ligar para ele. Estava no serviço, e ia sair em uma hora mais ou menos. Liguei para ele, e marquei de nos encontrarmos perto de seu serviço. Nesse época, ele trabalhava numa empresa de vendas de cozinhas. Tinha acabado de ser contratado, e estava feliz. Precisava daquele emprego, pois, morava só, e tinha que se sustentar. O emprego era bom; saláro + benefícios e etc. E era uma empresa séria, como ele mesmo me disse.

Marquei de nos encontrarmos. Esperei impacientemente, contando os minutos e, os segundos. Não vesti minha melhor roupa. Não era um encontro; eu só queria conversar. E o ver, claro. Arrumei-me como de costume, deixei um bilhete para minha mãe, desci as escadas, atravessei a rua e esperei ônibus. Parecia uma eternidade. O ônibus demorava, e isso me deixara furiosa. Já haviam se passado uns dez minutos após o horário marcado. Ele poderia não esperar, ir para casa sozinho, tomar um banho e sair com alguns amigos, sei lá. E, poderia ficar chateado, achando que eu dei ‘bolo’. Enfim o ônibus chega, para meu alívio. Ainda tinha alguns minutos. Em qualquer situação espera-se que a pessoa tenha pelo menos meia hora de tolerância no quesito: horários. E ele era muito paciente. As nuvens negras já cobriam o céu, dando a entender que uma pancada de chuva ia cair em pouco tempo.

“Droga! Esqueci meu guarda-chuva”- pensei eu. Uma curiosidade que eu não sabia (é, eu não sabia disso MESMO) é que na verdade, eu havia esquecido minha sombrinha, e não meu guarda chuva. Eu não tenho um guarda-chuva de verdade. Eu tinha uma sombrinha, que é utilizada em dias de sol, quando o calor está insuportável. Um outro fato é que minha mãe REALMENTE usa a sombrinha de forma correta, o que minha irmã acha um absurdo, pois, ninguém usa sombrinha em dias ensolarados. “Vai pagar mico!” diz ela.

Desci do ônibus, e fui caminhando até o lugar marcado. Lá estava ele. Olhos cinzentos, baixos, fixos ao chão. Devia estar cansado, mas parecia-me mais pensativo. Abri um sorriso em direção à ele, ao que ele me respondeu com um olhar vago. Havia algo errado, e eu já sabia o que era. Não vale por aqui. É algo muito íntimo, algo dele e não meu. Não posso por isso aqui. Mas eu sabia o que era.

Era incrível como a beleza de era...encantadora. Mesmo naquela paisagem turbulenta, naquele tempo negro, seus olhos luziam, e mesmo sério, sua aparência era branda demais. Ele estava assustadoramente pensativo. Nunca o havia visto assim. Comecei à tagarelar como comumente, mas ele só me respondia: ‘sim’, ‘sim, ‘não’,’ não’...ou às vezes...’hmmmm’.

Pingos grossos de chuva começaram a cair, e meu medo de molhar meu cabelo (mulheres¬¬) fez com que eu ficasse irritada. Claro que, meu intuito desde o começo disso tudo era ir para o ‘cantinho’ dele. Eu gostava de lá. Por mais simples que fosse, ou mais humilde, como ele dizia, aquele era o cantinho dele. Era onde eu me sentia tranqüila, onde eu ficava em paz. E tudo que era dele, era meu de alguma forma. Porque ele era meu.

Não vou ficar narrando aqui como e que horas chegamos em sua casa. O fato é: chegamos e ponto! Comemos juntos, conversamos um pouco. Ele já estava melhor. Foi aí que...bem ..Não preciso dizer muita coisa. Aliás, não devo dizer, pois não ocorreu tanta coisa. Foram pequenas, mas, tiveram sua intensidade. Ele havia tirado sua camisa assim que chegamos, de modo que, seu peito estava exposto à mim. Não preciso lhe dizer o efeito que isso causou em mim, não que eu nunca o tivesse visto daquele jeito, mas aquele era o momento em que eu mais precisava dele. Era o momento em que minha alma precisava de sua voz macia, seus sussurros, suas carícias e...Ah! Ele tinha uma pele tão macia! Branquinha, quase se podia ver suas veias...ele era bonito. De fato, era realmente bonito. Ele era magro, mas não tanto. Tinha um corpo bonito, mas não possuía corpo de ‘freqüentador de academias’. Era esbelto, e me chamava à atenção. Aliás, tudo nele me era chamativo. Tudo nele era atrativo. Seu rosto, seu corpo, sua voz, seu cheiro... Eucalipto e canela. Pois bem: num ato súbito, sucumbi aos meus próprios desejos. E ele aos seus. Nada demais aos seus olhos, mas, aos nossos olhos e às nossas almas eram mais que qualquer coisa; eram TUDO! De beijos vulcânicos, à carícias mais ternas. Ele era alguém realmente...intenso. E essa intensidade me saciava com apenas um gesto ou palavra. Dois corpos na parede, quase ao chão. Ah...não é válido pôr aqui palavras ou gestos. Só os beijos que dei nele. Ah, lábios venenosamente deliciosos! E quanto mais eu o beijava, mais eu queria daquele veneno. Puro e doce veneno. Dedos trêmulos, que várias vezes passeavam pela minha nuca, puxando delicadamente meus cabelos. Hálito quente, que pude sentir ao passo que sua respiração aumentava. E eu sentia cada carícia como chamas de uma pequena vela. Uma coisa que poucas pessoas sabem é que eu tenho muito medo do fogo. Porém, passo muito tempo admirando velas. Gosto delas, e por várias vezes, já cheguei a derramar um pouco de sua cera em minha pele. Parece um pouco sádico, mas, depois que você faz isso, sua pele se acostuma à dor. Quase não se sente. Porém, naquele dia eu senti a chama arder intensamente! A casa inteira estava queimando: as janelas, o sofá, as paredes...tudo em chamas! Por apenas um beijo. Ah, eu não posso dizer muita coisa. Estávamos um a um. Dois corpos na parede; uma só pessoa. Porque nós éramos iguais. A mesma pessoa. E só tínhamos um ao outro. Naquele momento, e em todos os momentos. Éramos somente ele e eu. Ou somente ele. Ou eu.

Demais não acha? Ou não. Demais só para mim. Foi o máximo que pude. O máximo que pude suportar. Olhá-lo, beijá-lo, acariciá-lo não era algo tão... fácil para mim. Não quando se tem pensamentos e sentimentos egoístas. Não quando se tem orgulho demais, ou quando os egos são diferentes e fortes o suficiente para não sucumbirem um ao outro (R.D). Mas, sucumbimos. E foi o máximo que meu ego pôde suportar. Parei. Tive de parar, respirar e voltar ao meu estado ‘normal’. essa altura eu não estava bem. Não mesmo. Coração acelerado, tremedeiras...pele quente. Levantei-me ao passo que ele continuava lá... Ao chão...respiração pesada, olhos fechados, ao que ele sibilava: “Summertime....and the livin' is easy...”

Olhei-o pela última vez; virei-me, e andando em direção à porta, eu o ouvi murmurar algo. Não me recordo bem o que era, mas sei que era importante. Mas, fiz QUESTÃO de não ouvir ou esquecer...Na verdade, eu não me lembro muito. E prefiro não lembrar. Precisava ir. Você deve se perguntar: Por que diabos ela sempre foge? Porque meu caro, minha cara...eu simplesmente tenho MUITO medo do fogo, lembra?

A única coisa que não saía da minha cabeça era da voz dele cantando para si: ‘Summertime....and the livin' is easy...’

Fato, fato, fato!

Eu tenho os cinco sentidos apurados. Sou sensível à qualquer coisa. Não sei quem eu puxei. Não sei se foi ao meu pai, ou à minha mãe. Na verdade, não tenho nada em comum com eles nesse quesito. Nem com minha irmã. Só com minha mãe, mas só pelo fato dela gostar de filmes, livros e música. Porém, ela não é sensível à isso. Seus livros são puramente ‘novelistas’, seus filmes daqueles de ação (vide Steven Seagle) ou daqueles romances estilo ‘E o Vento o levou’. Nada tão profundo.

Eu gosto daquilo que aguça minha sensibilidade. Não sei se isso me torna menos ou mais humana. Nem sei o que é ser humano. Há muitas contradições sobre o que é, e quem é o ser humano. Mas, não pretendo falar sobre isso agora. Deixarei isso para outro post.

Para você ter uma idéia, acho que sou a única canhota da família. Pelo menos, até onde eu sei, os meus parentes mais próximos são todos destros. Isso não me torna diferente deles. Mas, acho-os mais ‘humanos’ em algumas coisas, e menos em outras. Digo isso no quesito: sensibilidade. Nunca os ouvi falar nada sobre essas coisas. Mas, eu sei em que sou sensível. E do que eu gosto.

Gosto de sons. Gosto do tic tac do relógio. Tic tac, tic tac...parece até música! Veja no compasso: tic tac, tic tac, tic tac...TAC! E volta novamente: tic tac, tic tac...Lembra-me um casal dançando; um passo à frente, dois pra trás, e assim por diante. Nunca me incomodou o barulho de um relógio. Na verdade, eu o ouvia mais que o utilizava.

Gosto do som do Sino dos ventos. Adoro ouvir aquele‘plim plim’. Gosto de sinos em si.Gosto de seus barulhinhos. Digo ‘barulhinhos’ porque me lembra algo pequeno, algo...delicado. Algo como...Sininhos.

Gosto do barulho da água caindo do chuveiro, numa cachoeira, ou até mesmo numa cascatinha...fluindo...jorrando. Eu gosto. Por vezes já peguei recipientes para encher e despejar, só para ouvir o barulho da água. Até para ver sua transparência, seu brilho, seu fluir. Eu gosto disso. Gosto do barulho do mar, das ondas indo e vindo, se chocando nas rochas. Gosto do barulho do vento no mar.

Gosto de ouvir o chacoalhar das árvores. Aquele barulhinho de folhas balançado, do vento...E um cheiro limpo e fresco...Ah! Eu gosto daquilo. MESMO! Me acalma.

Gosto do barulho puro do vento. Gosto de ouvi-lo uivar. Gosto de senti-lo na pele.

Gosto do barulho da chuva. Fina ou grossa, tanto faz. Com trovões, ou apenas rajadas de vento, não importa; gosto de tempestades. E do cheiro dela também.

Só não gosto de barulhos de carros, o martelar num prédio, ou o derribar de um objeto. Coisas parecidas com isso me irritam. Deve ser por isso que gosto da natureza; ela não é rude. Ela é calma. Ela é transparente como a água, viva como árvores, fresca como o vento, limpa como a chuva. Ela é perfeita! Ela é harmonica.

Sou sensível à coisas boas e ruins. Seja cheiros, sons, paladares, tatos, enfim, qualquer coisa. Por isso gosto de cores. Mas não falarei delas agora. Nem da música. Deixo isso para depois. Porque agora, eu vou ouvir a som da água caindo nas minhas costas! Hohohohohoh...

Eu gostaria de saber cantar. Eu canto quando estou só. Minha voz é horrível, mas mesmo assim, faço questão de acompanhar a música. Gosto mesmo. E, gostaria de ter uma bela voz. Se eu tivesse, viveria cantando. Cantar é algo magnífico! Você sente cada nota vibrando dentro de você. Sentir a vibração da música é algo realmente mágico. Por isso, não me canso de ouvir, nem de cantar. Ainda que seje só no chuveiro, ou na frente do computador.

Fato.

O fogo machuca porque é intenso. Suas chamas parecem vivas. Quando nos tocam, a dor que nos trazem é imensa. A Água tranqüiliza porque é profunda como a alma de um humano. Mas não se engane; a água apaga o fogo. Portanto, tenha mais medo da água que do fogo.

sábado, 24 de abril de 2010

Conto e fato.

Quando eu era garota, pensava que nuvens eram como algodões. Eu desejava poder tocar uma. Elas eram fofas, macias ao meu ver. Branquinhas ou cinzas. Não importa. Eu poderia me sentar numa delas e, brincar um pouco. Já cheguei até pensar que, poderiam ser saborosas como algodão doce. Eu poderia tirar um pedacinho, e degustá-las. Pensava até no sabor: morango? Chocolate? Deveriam ter esse sabor. Ou baunilha, quem sabe. Isso dependia da cor do céu. Quando estava nublado, parecia ter gosto de raspadinhas de gelo. Ou, quando entardecia, e o laranja coloria o céu, parecia ter gosto de tangerina. Ou até mesmo quando o céu era coberto pelo véu negro da noite, deixando as nuvens roxinhas, me parecia ter gosto de uva. Eu imaginava isso, nas formas, na cores, em todo vasto céu. Mas, nuvens são como fumaças; são apenas massas de ar seco. Somente isso. Isso foi realmente frustrante quando descobri. Nunca acreditei em Papai Noel, ou em Coelho da Páscoa. Mas, quando descobri isso sobre as nuvens, senti-me a mais tola de todas as crianças. Isso é fato!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fato. Não é mais um conto.

Pessoas são tão...superficiais! Para elas tudo é: beleza, bebidas, baladas, pegação, curtição, grana, sexo...E eu me pergunto: que graça tem tudo isso?

Do que adianta ser linda, maravilhosa, a mulher MAIS perfeita do mundo, rosto de boneca, corpo de sereia, e ao mesmo tempo ser....vazia?

Que graça tem, sair à noite, acabar na pista de dança, beber até ter um coma alcóolico, beijar mil caras numa festa, e sentir...vazio?

Que adianta ter todo dinheiro no mundo e ser...vazia?

Que adianta gozar, ter orgasmos múltiplos, ter a noite mais maravilhosa, com o cara mais lindo do pedaço e ser...vazia?

Sinceramente? As pessoas têm um conceito errado do que é curtir a vida. Curtir a vida é sentir o sol, nadar no mar, olhar o céu, tomar banho de chuva sem se importar com o cabelo, estar com a família em noites de Natal, ou mesmo num feriado. Curtir a vida é ter um tempo para Deus, falar com Ele nem que seja por alguns minutinhos. Tá, eu não tenho feito nada disso. Eu não tenho curtido a minha vida. Mas, curtir a vida para mim é desse jeito. Simples assim. A felicidade está nas pequenas coisas; no riso, na cor, na pintura, numa música, num lugar, numa pessoa. Tudo isso de forma simplória, porém rica e profunda o bastante para nos marcar.

Ai, que saudades dos tempos em que íamos à praia! Minha família e eu...sempre juntos. Ai, que saudades de minha infância!

Infância...coisa rica e rara hoje em dia. Apenas alguns vivem realmente a infância. Eu vivi a minha. Tenho ótimas lembranças dela...tenho saudades dela.

Nisso, eu paro pra pensar: As pessoas se importam com coisas tão corriqueiras, tão mesquinhas! Uma criança não vê o mundo como um adulto vê. Não mesmo. Daí, percebe-se minha frustração e minha indignação com o mundo. Supérfluo, mesquinho, de podridão, de prostituição, de violência...que aconteceu com as crianças do passado para se tornarem isso? E eu? Que aconteceu comigo para que eu me tornasse isso? Que acontece para eu pensar assim?

Acho que não fui feita para esse mundo. Ou...o mundo não foi feito para mim.

 
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